Cremos

Segundo Myer Pearlman “é a declaração do homem acerca da verdade quando apresentada em um credo”. O dogma é um decreto, uma decisão tomada. Sobre isto, o pastor Claudionor de Andrade escreveu: “... Declaração emitida por uma entidade eclesiástica acerca de um principio de fé. No caso da Igreja Cristã, todos os dogmas têm de ter por base as Sagradas Escrituras.

A Autoridade e o Poder da Bíblia.

Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Velho como do Novo Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a única regra infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu propósito de salvação.

A mensagem da Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em Cristo e na Escri- tura é imutável. Através dela o Espírito Santo fala ainda hoje. Ele ilumina as mentes do povo de Deus em toda cultura, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova, com os prórios olhos, e assim revela a toda a igreja uma porção cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus.

  • 1

    (2Tm 3.14-17)

    Na inspiração divina verbal e plenária da Bíblia Sagrada, única regra infalívelde fé e prática para a vida e o caráter cristão.

  • 2

    (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29; Gn 1.1;2.7; Hb 11.3 e Ap 4.11)

    Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas que, embora distintas, são iguais em poder, glória e majestade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; Criador do Universo, de todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, e, de maneira especial, os seres humanos, por um ato sobrenatural e imediato, e não por um processo evolutivo.

  • 3

    (Jo 3.16-18; Rm 1.3,4; Is 7.14; Mt 1.23; Hb 10.12; Rm 8.34 e At 1.9)

    No Senhor Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, plenamente Deus, plenamente Homem, na concepção e no seu nascimento virginal, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e em sua ascensão vitoriosa aos céus como Salvador do mundo.

  • 4

    (2Co 13.13; 2Co 3.6,17; Rm 8.2; Jo 16.11; Tt 3.5; 2Pe 1.21 e Jo 16.13)

    No Espírito Santo, a terceira pessoa da Santíssima Trindade, consubstancial como o Pai e o Filho, Senhor e Vivificador; que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo; que regenera o pecador; que falou por meio dos profetas e continua guiando o seu povo.

  • 5

    (Rm 3.23; At 3.19)

    Na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória de Deus e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo podem restaurá-lo a Deus.

  • 6

    (Jo 3.3-8, Ef 2.8,9)

    Na necessidade absoluta do novo nascimento pela graça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus para tornar o homem aceito no Reino dos Céus.

  • 7

    (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26; Hb 7.25; 5.9)

    No perdão dos pecados, na salvação plena e na justificação pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.

  • 8

    (1Co 12.27; Jo 4.23; 1Tm 3.15; Hb 12.23; Ap 22.17)

    Na Igreja, que é o corpo de Cristo, coluna e fi rmeza da verdade, una, santa e universal assembleia dos fieis remidos de todas as eras e todos os lugares, chamados do mundo pelo Espírito Santo para seguir a Cristo e adorar a Deus.

  • 9

    (Mt 28.19; Rm 6.1-6; Cl 2.12)

    No batismo bíblico efetuado por imersão em águas, uma só vez, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.

  • 10

    (Hb 9.14; 1Pe 1.15)

    Na necessidade e na possibilidade de termos vida santa e irrepreensível por obra do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas de Jesus Cristo.

  • 11

    (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7)

    No batismo no Espírito Santo, conforme as Escrituras, que nos é dado por Jesus Cristo, demonstrado pela evidência física do falar em outras línguas, conforme a sua vontade.

  • 12

    (1Co 12.1-12);

    Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme Sua soberana vontade para o que for útil.

  • 13

    (1Ts 4.16, 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5; Jd 14)

    Na segunda vinda de Cristo, em duas fases distintas: a primeira — invisível ao mundo, para arrebatar a Sua Igreja, antes da Grande Tribulação; a segunda — visível e corporal, com a Sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos.

  • 14

    (2Co 5.10)

    No comparecimento ante o Tribunal de Cristo de todos os cristãos arrebatados, para receberem a recompensa pelos seus feitos em favor da causa de Cristo na Terra.

  • 15

    (Mt 25.46; Is 65.20; Ap 20.11-15; 21.1-4)

    No Juízo Final, onde comparecerão todos os ímpios: desde a Criação até o fim do Milênio; os que morreram durante o período milenial e os que, ao final desta época, estiverem vivos. E na eternidade de tristeza e tormento para os infiéis e vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis de todos os tempos

  • 15

    (Gn 2.18; Jo 2.1,2; Gn 2.24; 1.27)

    Cremos, também, que o casamento foi instituído por Deus e ratificado por nosso Senhor Jesus Cristo como união entre um homem e uma mulher, nascidos macho e fêmea, respectivamente, em conformidade com o definido pelo sexo da criação geneticamente determinado

SILVA, Esequias Soares (Org.) Declaração de Fé das Assembleias de Deus. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017. p.21-24.

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