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Nossa História
PASTOR BRUNO SKOLIMOVSKI (1929-1939)
Pastor Bruno Skolimovski Nasceu em 2 de novembro de 1884 na cidade de Zonim, Polônia. Era filho de G. Skolimovski e Marisch Schuarz Skolimovski. Em 1905 partiu da Polônia em direção à Alemanha, permancendo nesse país por quatro anos. Em 1909 chegou em Belém, estado do Pará, no Brasil, em busca de trabalho. Em 1911 casou-se com Maria Barbosa, filha de Joaquim Barbosa e Maria Barbosa. Em 1919 converteu-se ao Senhor Jesus juntamente com a sua esposa. Em 1924, Bruno Skolimovski substituiu Manoel Higino, construindo na oportunidade o primeiro templo da Igreja Assembléia de Deus em Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte. Em 1926 veio para o Rio de Janeiro, onde permaneceu por quatro meses. Do Rio de Janeiro, partiu para Petrópolis, também no estado do Rio de Janeiro, onde ficou pouco mais de um ano. Em 1928 deslocou-se para Curitiba, obedecendo uma divina revelação. Logo que chegou em Curitiba, Bruno Skolimovski compreendeu que Deus dirigia-o para pregar aos poloneses, em sua própria língua, isto em razão da existência de um grande número de poloneses que viviam em Curitiba e não falavam português. Ao fim de um ano, o Pr. Bruno Skolimovski dedicou-se à pregação do evangelho aos brasileiros, reservando o período dos domingos à tarde para pregar aos poloneses. A igreja prosperou muito neste tempo, fato verificado pelo número de convertidos e bênçãos sobre a igreja. No período de 1939 à 1945, o Pastor Bruno Skolimovski foi chamado para pastorear a Igreja Assembléia de Deus no bairro do Belém, em São Paulo. Em 1945 transferiu-se para Santos, litoral de São Paulo, para pastorear aquela igreja, onde ficou até 1953. Neste ano, 1953, voltou para Curitiba, onde pastoreou a igreja até 1960. Em 1960, retornou para Santos, estado de São Paulo, onde pastoreou aquela igreja novamente. Suas Bodas de Ouro foram comemoradas no dia 7 de outubro de 1961, na cidade de Santos/SP. No dia 20 de outubro de 1961, faleceu na cidade de São Paulo.
Pastor Bruno Skolimovski participando da Convenção e da inauguração TESTEMUNHO DO IRMÃO AIRTON EM RELAÇÃO AO PASTOR BRUNO SKOLIMOVSKI Segundo o irmão Airton, Bruno Skolimovski era um homem que tinha uma fé impressionante, porque realizava muitas coisas, o que fazia ser admirado por qualquer pessoa. Inúmeras vezes trabalhando ininterruptamente na evangelização das almas, quando lhe faltava o pão, não apresentava nenhum sinal de abatimento ou desespero, pelo contrário, consolava sua esposa e orava ao Senhor. Não passou fome, nem seus filhos padeceram necessidades, pois o Senhor sempre enviava alguém para ajudá-los nas horas de provações. Ele distinguia a vontade de Deus, sabendo o momento em que deveria esperar por ajuda, ou, quando era necessário trabalhar com suas próprias mãos. O Pastor Bruno Skolimovski foi um excelente profissional de marcenaria. Em muitas oportunidades, trabalhou duramente neste ofício. No primeiro culto, realizado na casa da Irmã Persiliana Batista, situada à Avenida Iguaçu, Bruno Skolimovski fez o púlpito e também os bancos que foram utilizados. Não se ouvia dizer de seu cansaço. Para o irmão Airton, ele devia ao Pastor Bruno tudo quanto havia aprendido sobre a Doutrina Pentecostal. O Pastor Bruno era admirável e seu vigor, infatigável. Em sua juventude, o Irmão Airton, passava mais tempo na casa do Pastor Bruno do que em sua própria residência. Nesta época Airton dirigia a mocidade da igreja em Curitiba. O Pastor Bruno visitava as pessoas pela direção do Espírito do Senhor. Muitas vezes, durante a meditação da Palavra, o Pastor Bruno dizia: irmão Airton, vamos visitar algumas pessoas, porque o Senhor está me enviando à fazer este trabalho. Aquelas pessoas necessitavam realmente da visita de um homem de Deus. Em momentos de desespero, provação ou tentação, estas pessoas eram confortadas pela palavra do Pastor Bruno. O Senhor Deus lhe mostrava onde devia ir, e, quando ir. Em todas as vezes que o irmão Airton acompanhou o Pastor Bruno, foi testemunha de que Deus o abençoava e os frutos do seu trabalho eram evidentes. Curas, batismos com o Espírito Santo, revelações, maravilhas e muita alegria no espírito, eram verificados em seu ministério. Quando o Pastor Bruno visitava, sua presença não se assemelhava à de uma pessoa comum, era sim, um evento divino. Não gostava de piadas, muita brincadeira ou conversas fúteis. Era o Pastor Bruno guiado pelo Espírito Santo. Sua ocupação era predominantemente espiritual. Tempo era vida, devia ser gasto com muita inteligência e amor na edificação integral da vida. Em qualquer conversa ou troca de idéias, só, só se ouvia palavras que serviam de edificação. Era um homem muito franco e não usava de rodeios, meias palavras ou subterfúgios, ao contrário, era autêntico e assertivo. Seus pensamentos e sentimentos eram de todos conhecidos. Muita gente ficava escandalizada pela franqueza e sinceridade com que falava à igreja. O Pastor Bruno entendia que uma vez guiado pelo Espírito do Senhor, deveria ser direto na transmissão da Palavra de Deus para sua igreja. Era um profeta do Senhor. O irmão Airton destacou que o Pastor Bruno era um homem que não gostava de mandar, ou seja, de impor suas vontades e de ocupar posições. Ele era guiado pelo Espírito do Senhor. Não gostava de envolver-se com assuntos materiais ou administrativos. O seu negócio era exclusivamente espiritual, por isso dedicava-se mais nos trabalhos de natureza transcendente. A sua inteligência era profundamente analítica, intuitiva e de síntese. Ao analisar assuntos teológicos, deixava muita gente admirada pela profundidade de seus conhecimentos. Nestas discussões teológicas, o Pastor Bruno aproveitava essas situações como um ensaio para escrever um livro sobre doutrina. O irmão Airton manifestou sua tristeza em não poder escrever este livro, algo que ele tanto almejava para orientar a igreja do Senhor, pois o Pastor Bruno precisou ir à Santos e posteriormente ficou muito doente, morrendo então logo em seguida. Em visita à congregação de Vila Tingui, o Pastor Bruno Skolimovski, dirigindo seu Ford 42, no intenso tráfego da Avenida Erasto Gaertner, durante uma noite muito escura, conversando com o irmão Airton, disse: Airton, avise-me quando passar um carro. Como não havia entendido, o irmão Airton perguntou-lhe: Por que irmão Bruno? O Pastor Bruno então respondeu: Porque eu não enxergo. Um calafrio desceu da cabeça aos pés do irmão Airton, mas, confiou plenamente que estava com um homem de Deus. Ainda surpreso com aquela situação, o irmão Airton perguntou: Como é que o senhor dirige se não enxerga? O Pastor Bruno disse: irmão, eu dirijo pela fé, e até hoje, nunca sofri um acidente de trânsito. O irmão Airton testemunhava que era uma maravilha acompanhar este homem de fé e humildade. Por diversas ocasiões o Pastor Bruno consultou o irmão Airton, pedindo sugestões, para resolver alguns problemas da igreja. Em uma destas situações, o irmão Airton indagou o Pastor Bruno dizendo: “O irmão é quem manda, quem sou eu, apenas um jovem estudante que ainda não possui este cabedal de experiência para dar sugestões à um homem de Deus”. Como resposta, o Pastor Bruno disse: “Na obra de Deus não existe chefe ou autoridade humana, porque o Espírito Santo não escolhe por meio de quem fala. Deus pode falar comigo ou com qualquer pessoa, até por meio de uma criança, e eu quero ouvir o que Deus tem para eu fazer”. Desta maneira, o irmão Airton testemunhava que sentia-se honrado e valorizado perto deste homem de Deus. Era notório que o Pastor Bruno vivia no plano espiritual. Em visita à uma capital no norte do Brasil, num culto noturno, o Pastor Bruno foi apresentado com muito calor humano, e, o dirigente do conjunto anunciou que o grupo de jovens cantaria um hino em sua homenagem. Logo após o término do hino, o Pastor Bruno levantou-se e disse: “A intenção foi boa, mas não posso aceitar este hino, visto que a honra e os louvores pertencem ao Senhor”. Ele estava convencido de que homenagens e outras formas de exaltação eram culto à personalidade, fato este que ele não aceitava. ENTREVISTA DO PASTOR ERICH OSTERMOOR (Pastor que acolheu o Pastor Bruno Skolimovski em Curitiba) Comparecendo nos escritórios da Igreja Assembléia de Deus em Curitiba, dirigido pelo Espírito do Senhor, o Pastor Erich Ostermoor concedeu a RJ esta amável entrevista. Este valoroso obreiro teve uma ligação à origem da Igreja Assembléia de Deus do Paraná, pois foi ele quem acolheu, apoiou e auxiliou o Pastor Bruno Skolimovski quando veio à Curitiba no dia 19 de outubro de 1928. O Pastor Erich chegou em Curitiba procedente da Alemanha, em julho de 1925, para trabalhar na colônia alemã. Como o senhor encontrou o Pastor Bruno? Pastor Erich: Num dia muito frio quando estava subindo a Rua Barão do Rio Branco, em direção ao centro, encontrei um homem de olhar muito sério e que a primeira vista era diferente de todos os transeuntes, juntamente com sua esposa e filhinhos, trajando roupas leves e tremendo de frio. Aproximando a cada passo daquele homem, parei para perguntar o que ele ia fazer. Respondeu-me que era missionário e iria realizar um trabalho missionário. Naquele momento reconheci que estava falando com um homem espiritual e com muita fé. Disse-lhe que gostaria de conhecê-lo mais de perto, e ele aceitou o convite para visitar meu trabalho, a Igreja Congregacional na Alameda Cabral, bairro Mercês, nesta capital. O Pastor Bruno foi fazer-lhe a visita? Pastor Erich: Imediatamente ele foi até a minha igreja e freqüentou regularmente os cultos e escolas dominicais. Como o Pastor Bruno se mantinha nessa época? Pastor Erich: Conhecendo a fé do irmão Bruno, resolvi dar-lhe roupas quentes, uma capa militar americana procedente da Alemanha e dinheiro. Os irmãos, especialmente os alemães, secretamente ajudaram o Pastor Bruno Skolimovski por um período de dezoito meses. Esses bondosos irmãos levavam pães todos os dias ao Pastor Bruno. Muitos desses se uniram a ele para formar mais tarde a Igreja Assembléia de Deus aqui em Curitiba. Que tipo de cooperação o Pastor Bruno realizou em sua igreja? Pastor Erich: O Pastor Bruno resolveu fazer um culto na casa da irmã Margarida e outras casas, geralmente aos sábados, na Rua Marechal Floriano, para dedicar-se à oração. Nas orações, tanto eu como o Pastor Bruno, pedimos ao Senhor uma grandiosa obra de avivamento, sem dar um nome específico para esse evento divino. Como vivia o irmão Bruno nos primeiros dias que estava em Curitiba? Pastor Erich: Ele viveu na expectativa da direção de Deus, orando intensamente e sustentado por mim e pelos irmãos alemães. Havia consenso entre o senhor e o Pastor Bruno a respeito da busca desse avivamento? Pastor Erich: Havia uma profunda comunhão e consenso de idéias a respeito do avivamento espiritual que buscávamos, em razão da morte espiritual das igrejas existentes. O senhor teve dificuldades no seu ministério quando buscava esse avivamento? Pastor Erich: Sim, tive algumas dificuldades com alguns crentes e ministros tradicionais da Igreja Congregacional, mas alguns alemães seguiram a minha orientação. Eu e o Pastor Bruno trabalhamos no avivamento que Deus mandou de outra maneira. O Pastor Bruno tinha liberdade para trabalhar na sua igreja? Pastor Erich: Concedi ampla e irrestrita autonomia ao Pastor Bruno para trabalhar e dirigir trabalhos em minha igreja. Todavia, o Pastor Bruno era um homem que não gostava de posições, títulos, bajulações e de impor sua vontade aos outros, exercendo autoridade humana. Ele tinha uma grande aversão à essas coisas. Ele não era um homem dogmático e nem autoritário, mas um homem profundamente espiritual e dedicado à oração. Nunca impôs nada aos outros, mas a sua espiritualidade e as bênçãos que recebia de Deus tornava-o um homem admirado e respeitado por todos. Eu mesmo fiquei admirado com o que Deus fez com o Pastor Bruno. Era um homem muito humilde. O Pastor Bruno disse-lhe alguma vez porque ele veio à Curitiba? Pastor Erich: O Pastor Bruno foi o primeiro pentecostal que veio ao Paraná. Ele compreendeu que Deus dirigia-o a pregar o evangelho aos poloneses que viviam no Paraná, que eram seus compatriotas, que aqui viviam e não falavam o português. Aos brasileiros e alemães ele pregava aos sábados à tarde, e, aos poloneses aos domingos à tarde. Logo vimos que o Pastor Bruno estava rodeado de uma verdadeira família cosmopolita contendo brasileiros, poloneses, ucranianos e de outras nacionalidades. Após os dezoito meses de cooperação do Pastor Bruno em sua igreja, o que ele fez? Pastor Erich: O Pastor Bruno disse-me que tinha recebido uma comunicação da Missão da Suécia, oferecendo um auxílio para fundar uma igreja. Como o irmão Bruno agora desejava fundar uma igreja, depois desse tempo, dedicou-se à oração e não quis ficar sob as minhas expensas e dos irmãos, resolvendo fundar um trabalho. Esse trabalho começou na casa de um irmão com um nome próprio, Igreja Pentecostal Assembléia de Deus. Houve atritos quando o Pastor Bruno deixou de cooperar na sua igreja? Pastor Erich: Tudo foi feito pacificamente, sem lutas, com anuência, consenso e íntima comunhão espiritual entre eu e o Pastor Bruno. Senti-me atraído pela profunda espiritualidade do Pastor Bruno. Alguns irmãos alemães passaram a cooperar com o Pastor Bruno, também atraídos pela sua invulgar espiritualidade de homem de Deus. Vendo esses irmãos deixando a minha igreja para cooperar com o irmão Bruno, não tive nenhum ressentimento ou mágoa, porque sabia que eles estavam acompanhando um verdadeiro homem de Deus. Como o senhor viu o Pastor Bruno naquele momento em que estava começando fundar a Igreja Assembléia de Deus em Curitiba? Pastor Erich: Eu o vi como um cristão humilde muito inclinado à oração. Ele estava realmente buscando a bênção divina. Muito animado com essa linha espiritual, seguiu uma linha puramente pentecostal, atraindo um pequeno número pela sua sinceridade, humildade e espiritualidade. Depois o que o senhor realizou em Curitiba? Pastor Erich: Fiquei apenas quatro anos em Curitiba. Voltei para Vassouras/RJ, logo após para São Paulo onde estou até hoje. Isto aconteceu por volta de 1931, logo após o Pastor Bruno ter fundado a Igreja Assembléia de Deus. O senhor visitou o Pastor Bruno depois dessa data? Pastor Erich: Quando o irmão Bruno estava muito doente em São Paulo, antes de falecer, o Pastor Paulo Eecke lembrou-o à respeito da minha pessoa, na presença da sua esposa, fato que ele confirmou tudo o que fiz por ele naqueles primeiros dezoito meses de Curitiba. Ele reconheceu o grande apoio e ajuda que dei à ele e à sua família. Não tive notícias que estava tão mal que já não falava mais. Visitei depois a viúva, irmã Maria, em São Paulo. Ela reconheceu também tudo o que fiz pelo seu marido e pela sua família. Estive também no Instituto de Pindamonhangaba, da Igreja Assembléia de Deus em São Paulo, onde encontrei a irmã Eneida Skolimovski da Silva, neta do irmão Bruno. Ela lembrou e me fez referência ao fato que tinha assistido seu avô Bruno quando veio ao Brasil, especificamente Curitiba. Essa neta do irmão Bruno mora na Rua Airton Plaisant, bairro de Santa Quitéria, Curitiba.
Igreja Congregacional da Alameda Cabral – Local onde a Família Skolimovski congregou logo que chegou em Curitiba. Foto tirada no domingo de Páscoa de 1929 A EXPANSÃO DA EVANGELIZAÇÃO NOS PRIMEIROS DEZ ANOS Tempos de oposição Inúmeras dificuldades e barreiras aparecem diante do trabalho de Deus, quando o irmão Bruno começou evangelizar o nosso estado, tais como: perseguições, resistências e constantes mudanças dos trabalhos. A mensagem pentecostal encontrou forte resistência pela Igreja Oficial, cujo povo guardava ainda fortes traços culturais do Império e também dos evangélicos tradicionais que não conheciam a natureza desse movimento. As mudanças de endereço do início do trabalho da obra de Deus foi motivada pelas conversões que iam superlotando as salas dos cultos, obrigando a alugar outras maiores e consequentemente resultava em muitas mudanças. Outra grande dificuldade era a falta de estradas, condução, comunicações e as distâncias. Todas essas dificuldades foram vencidas com intrepidez, vigor e profundo amor pelas almas do Pastor Bruno e das primeiras famílias que tornaram-se missionárias. Semeadura intensa O Pastor Bruno desenvolveu um trabalho de evangelização pessoal, com a realização de reuniões de estudos da Palavra de Deus e confronto de Doutrinas Bíblicas, particularmente, nas casas residenciais de muitas pessoas. Esses estudos e comparações eram acompanhados de muitas orações ao Senhor. Com a natureza e tipo de evangelização pessoal e nas casas das famílias, o Pastor Bruno fundou a Igreja Assembléia de Deus no Paraná. A característica desse trabalho foi semelhante ao evangelismo do apóstolo Paulo, que fundava as igrejas de Deus na residência das pessoas que aceitavam o Senhor Jesus como Salvador. Aos brasileiros e alemães ele pregava aos sábados à tarde, e, aos poloneses e ucranianos, aos domingos à tarde. Os primeiros grupos de famílias auxiliaram o Pastor Bruno na evangelização. Logo atingiram os bairros de Curitiba e as colônias próximas como: atualmente Araucária, Contenda, Poço Grande e Irati, extendendo-se até Paulo Frontin. Os primeiros frutos Nessa época o batismo por imersão era uma novidade até entre os evangélicos tradicionais. Destacamos um dos primeiros batismo realizados em Curitiba, onde o Pastor Bruno está batizando o irmão Redead. As primeiras congregações No ano de 1931, abrem-se as portas para a mensagem pentecostal, a capital, Curitiba, e, o interior do estado. As primeiras congregações transformaram-se mais tarde em igrejas-mãe, com o centros de difusão da mensagem do Senhor, promovendo assim a evangelização do interior do Paraná. A formação das igrejas-mãe seguiram a seguinte ordem de fundação, no período de 1930 à 1940: Guaraqueçaba, Paranaguá, Jaguariaíva e Ponta Grossa em 1931, Faxinal em 1934, Ibiporã em 1938, Poço Grande e União da Vitória em 1942. Essas foram as primeiras igrejas do interior do Paraná. Guaraqueçaba Uma das primeiras igrejas que foram fundadas no Paraná foi a de Guaraqueçaba, no litoral do estado, situada na divisa do estado de São Paulo, à duas horas de lancha, partindo da cidade de Paranaguá. O primeiro porto do Paraná foi instalado nesta cidade, o que a tornou influente e movimentada. Mais tarde então, o Porto de Paranaguá foi fundado. O trabalho em Guaraqueçaba foi fundado pelo Pastor Bernardo Vicente, procedente do estado da Bahia. A seguir foi pastoreada por Floriano Oliveti, Carlos Mazza e Florante Antônio da Veiga. Os primeiros irmãos convertidos nessa cidade foram: Pedro Barcelo e família, José Barcelo e família, João Ferreira Sobrinho, Virginia Ferreira Carvalho, Malania Bonvier Ferreira. O primeiro batismo foi realizado pelo Pastor Bruno Skolimovski, no local denominado Costão, em 1931. Dessa cidade o evangelho alcançou também Paranaguá, Tagaçaba e Serra Negra. Paranaguá O trabalho nessa cidade litorânea foi fundado pelo Pastor Bernardo Vicente, o mesmo obreiro que instituiu a igreja em Guaraqueçaba. No princípio ele alugou um casarão no centro, próximo à Rua da Fonte. Esse casarão foi desmanchado posteriormente e a igreja mudou-se para uma casa alugada, para se realizar os cultos, perto do Cemitério. Esse local era chamado de “Bambuzal”. O primeiro dirigente foi o Pastor Florante Antônio da Veiga. Na fundação do trabalho em Paranaguá, o Pastor Bernardo teve a cooperação do Pastor Manoel Jerônimo da Silva. Essa cidade também se constituiu num ponto de irradiação do evangelho para todo o litoral do Paraná à partir da década de 1940.
Um dos primeiros batismos em Paranaguá Jaguariaíva Nessa cidade o irmão Armando, um novo crente vindo da região Norte do Brasil, foi porta voz da mensagem pentecostal. Conseguiu congregar mais de trinta crentes, batizando-os e trocando os seu nomes, distorcendo desta forma as doutrinas. Fez tudo com boa intenção e dentro do limite de seus conhecimentos. Mesmo assim, Deus o usou, curou enfermos e abriu a porta para a formação de uma grande igreja. No ano de 1931 o Pastor Bruno deu-lhe assistência, batizou corretamente os crentes ali existentes, orientou-os nos princípios bíblicos e doutrinários, organizando assim a igreja naquele local que logo se transformou em uma fonte propagadora do evangelho em todo a região norte pioneira do estado do Paraná.
Ponta Grossa O ano de 1931 foi marcante para a igreja de Curitiba. A capital já estava evangelizada e era necessário levar à mensagem de salvação em Cristo às demais cidades do estado. A cidade de Ponta Grossa recebeu neste ano a mensagem do evangelho. O casal Carlos e Maria Mazza, juntamente com o irmão Armando, foram os primeiros à levar a palavra de Deus aos pontagrossenses. O casal Mazza foi perseguido e presos. Na cadeia passaram à noite cantando e pregando o evangelho aos carcereiros. No amanhecer, o oficial da guarda os reconheceu como ministros de Deus, e, serviu um reforçado café com bolo e apetitosos doces. Este mesmo oficial cuidou em defendê-los diante das autoridades. O Pastor Bruno compareceu em Ponta Grossa, onde batizou o primeiro grupo de crentes e organizou a doutrina da igreja ali formada. A igreja de Ponta Grossa evangelizou a região Centro-Sul do Paraná. Faxinal Cirilo Alves de Oliveira, membro da Igreja Adventista, no ano de 1929, ouviu que na cidade de Itararé/SP havia uma igreja pentecostal onde os crentes eram batizados com o Espírito Santo, os enfermos eram curados e pregava-se uma salvação pela fé no sacrifício de Cristo na cruz, nos moldes da igreja primitiva e sem adição de princípios da lei de Moisés. Cirilo deslocou-se até a cidade de Itararé/SP, numa longa viagem de 40 dias, enfrentando todo tipo de dificuldade, devido à falta de estradas e meios de transporte adequados. Levou 8 dias para percorrer 350 km, porém, trouxe a mensagem pentecostal para a cidade de Faxinal, mudando assim a orientação que até então era dada aos crentes. No ano de 1931, o Pastor Bruno enviou o irmão Carlos Mazza para orientá-los, e, em 1934, o próprio Pastor Bruno realizou um batismo de 112 pessoas, estabelecendo uma organizada igreja. A partir de 1939 essa igreja precisou ter um pastor local, tornando-se então a igreja-mãe, evangelizando a região Central do estado. Ibiporã No ano de 1938, Pedro Ferreira de Azevedo transferiu sua residência para a Fazenda Matarazo, localizada no interior da cidade de Ibiporã. Desenvolveu uma congregação local, realizando cultos na fazenda com bons resultados. Em 1941, o Pastor Bruno enviou de Curitiba para a cidade de Londrina o Pastor Carlos Mazza, que iniciou um trabalho unindo-se com os crentes da Fazenda Matarazo. Desenvolveu-se então uma abençoada igreja na cidade de Ibiporã, a qual tornou-se o veículo de evangelização na região Norte, Noroeste e Oeste do Paraná. O primeiro Pastor local de Ibiporã foi Pedro Ferreira de Azevedo. No crescimento e expansão da evangelização no norte do estado, à medida que avançava a colonização do café, a igreja de Ibiporã acompanhou este avanço. Nesta tarefa contou com a participação do Missionário Leif Andersen, que teve notável apoio da missão norueguesa. A IGREJA DE HOJE As igrejas de Guaraqueçaba, Paranaguá, Jaguariaíva, Ponta Grossa, Faxinal e Ibiporã, foram filiais criadas e organizadas pela igreja de Curitiba, sob o pastorado de Bruno Skolimovski e constituem a história dos primeiros dez anos. O consenso de um trabalho gigantesco em grandes áreas já estava claro para os pioneiros. Entre os dias 31 de maio à 7 de junho de 1936, os obreiros do estado, acompanhados por alguns pastores de Santa Catarina, reuniram-se em Convenção e Estudos Bíblicos, na cidade de Curitiba. No ano de 1937, Curitiba hospedou novamente a Convenção Estadual, com representantes de Paranaguá, Jaguariaíva, Guaraqueçaba, Faxinal e Itararé/SP. Em continuação, todos os anos a Convenção Estadual reunia-se para o entrosamento administrativo e doutrinário. Tratavam da ordenação de obreiros e discutiam pontos doutrinários e outros assuntos afins. Todos os pastores, missionários e evangelistas eram membros da Convenção, e, todas as igrejas também. A CONVENÇÀO CATARINENSE NO SUDOESTE DO PARANÁ Em 1943, o irmão Eugênio de Souza iniciou a pregação da palavra de Deus em União da Vitória. Mais tarde esse irmão tornou-se evangelista em Curitiba e dirigente da igreja em Guaratuba. O primeiro culto que o irmão Eugênio dirigiu foi realizado no Hotel Santos, na entrada da cidade, na Avenida Manoel Ribas, de propriedade da senhora Carlota Tavares dos Santos. Ela cedeu uma sala para serem realizados os primeiros cultos ao Senhor. O irmão Eugênio era do ministério de Santa Catarina. Depois o trabalho foi realizado numa rua sem nome, nas proximidades da Rua Professora Amazília com a Avenida Manoel Ribas, nas cercanias da Chácara da Família Domith. Um dos primeiros pastores foi o irmão Floriano Oliveti e mais tarde o irmão Clemente Kusma. Em 1954, no início do ano, a igreja comprou um terreno com duas casas de propriedade da irmã Natalina Medeiros Neubauer, onde foi construída a sede da Igreja Assembléia de Deus em União da Vitória. Esta cidade foi o centro da propagação do evangelho para diversas cidades do sul e sudoeste do estado do Paraná. PARTICIPAÇÃO DA MISSÃO ESTRANGEIRA NA EVANGELIZAÇÃO PARANAENSE Missão sueca As igrejas da Suécia deram importante auxílio financeiro à evangelização do estado do Paraná. Inicialmente contribuíram para a manutenção da família do Pastor Bruno Skolimovski e demais despesas na divulgação do evangelho, nos primeiros anos, quando a igreja não conseguia manter-se sozinha. A igreja de Uppsala na Suécia enviou para o Brasil, em 1924, o casal de missionários Charles Leonard Simon Lundgren e Linéia Leontina Lundgren. Ele nasceu em Upssala no dia 28 de outubro de 1898. Casou-se no dia 10 de dezembro de 1921. Desta união nasceram: Simon Rune, Rubens João, Ester e Ruth Débora. Vieram para o Brasil em 11 de dezembro de 1924 para a cidade de Maceio/AL, onde permaneceram por 4 meses. Transferiram sua residência para Recife/PE, onde ficaram até 1926. Em agosto de 1926 mudaram-se para Santos/SP, onde permaneceram até 1930. Entre 1930 e 1933 voltaram para a Suécia para fazerem reforço e integração com sua Missão. Ao regressar da Suécia permaneceu na cidade do Rio de Janeiro por um ano. De 1934 à 1938 moraram em São Paulo, e, por mais dois anos retornaram à Suécia. Em 1940, no início da Segunda Guerra Mundial, voltaram ao Brasil fixando residência na Colônia Varpa, próximo à Tupã/SP, por dois anos. Em novembro de 1954, o Pastor Lundgren passou o pastorado da igreja em Curitiba, novamente ao Pastor Bruno Skolimovski. Dedicou-se então ao ministério do ensino da palavra de Deus por todo o Brasil, porém, fixando sua residência em Curitiba até o fim dos seus dias. O casal Lundgren veio para o Brasil em 1924, apenas com seu primeiro filho de um ano e oito meses. A influência desta família foi notável em Curitiba, especialmente no trabalho de evangelização dos municípios próximos e na área musical, onde participaram de trabalhos evangelísticos, convenções, confraternizações e inaugurações de templos. Rune Lundgren, filho do casal Lundgren, cooperou em diversas cidades do estado do Paraná, formando bandas musicais e orquestras. João Lundgren, também filho do casal Lundgren, pastoreou a igreja de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, por muitos anos, onde desenvolveu um excelente ministério.
Família Lundgren quando chegou em Curitiba em 1942 Missão norueguesa Em 1955 chegaram ao Brasil os missionários Leif e Marie Andersen, procedentes da Noruega e fixaram residência em Ponta Grossa. Foi nesta cidade que aprenderam falar em português. Este casal auxiliou muito na evangelização do estado do Paraná, especialmente quando passaram à residir nas cidades de Ibiporã e Londrina, participando ativamente na divulgação do evangelho nas regiões Norte, Oeste e Central do Paraná. O missionário Leif enfrentou grupos de resistência à mensagem pentecostal, porém, manteve-se intrépido e espalhou a mensagem à medida que a colonização do café devastava a floresta araucariana brasileira.
Missionários Leif e Maric, com os filhos Laila, Runar e Waldir As localidades de Arapongas, N. S. das Graças, Maringá, Umuarama, Medianeira, Nova Aurora e outras, foram locais que ocuparam sua inteira dedicação. Auxiliou financeiramente, através de sua missão, muitos obreiros nacionais, até que suas igrejas se formassem e pudessem mantê-los. Levou obreiros paranaenses à Noruega para reforçar objetivos de sua missão. Manteve um barco na evangelização das ilhas do litoral paranaense, onde desenvolveu notável serviço assistencial. No ano de 1976, ao transferir residência para sua pátria, doou para a Convenção do Estado do Paraná, uma lancha equipada para a evangelização litorânea. Esta mesma missão, enviou por dois anos o Missionário Laire, que trabalhou na cidade de Cascavel, e a Missionária Beiritz, que atuou na evangelização de Londrina e Apucarana.
Lancha Selem Missionária atuando no litoral paranaense Em 1962, o Missionário Per Andresen chegou ao Brasil, onde fixou residência na cidade de Cambará, próximo da divisa com São Paulo, onde permaneceu por três anos, onde atuou na evangelização desta região. Em 1965 transferiu-se para Curitiba, sendo que neste mesmo ano voltou à sua pátria para fazer reforço em sua missão. Retornando da Noruega, deu apoio na evangelização da cidade de Colombo, ajudando na manutenção de um obreiro nacional. Construiu três congregações neste município e uma casa pastoral. Incentivou e desenvolveu a evangelização da bacia do rio Paranapanema, especialmente mantendo e criando igrejas nas cidades de Andirá e Barra do Jacaré. Em 1969 voltou à Noruega, levando consigo o Pastor José Pimentel de Carvalho, para realizar uma série de Estudos Bíblicos nas igrejas norueguesas e desenvolver os objetivos de sua missão, ampliando assim as bases financeiras para atingir outras regiões ainda não evangelizadas no vasto território brasileiro. Voltando da sua terra, em 1971, dedicou-se à evangelização das três grandes bacias hidrográficas brasileiras, descendo o rio Paranapanema, chegou à bacia do grande rio Paraná, onde manteve dois barcos com obreiros nacionais. Em 1975 retornou à Noruega para reforçar os objetivos de sua missão e contar ao grupo de mantenedores o que Deus estava fazendo em seu campo de trabalho. No fim de 1976, voltou ao Brasil com recursos financeiros que possibilitaram à compra de um barco na bacia do rio São Francisco, em Minas Gerais, e dois barcos na gigantesca bacia do rio Amazonas. Em janeiro de 1978 fez outra visita à Noruega com o objetivo de expor um plano para montagem de uma gráfica para impressão de folhetos, periódicos e livros, para dar cobertura ao trabalho de evangelização desenvolvido pela igreja brasileira. Em junho de 1979, após receber ajuda de sua missão, inaugurou esta gráfica na cidade de Curitiba na Rua Desembargador Westphalen, 638 – 1º andar, que iniciou a produção de folhetos evangelísticos. A missão coordenada pelo Missionário Per Andresen organizou-se com uma diretoria formada da seguinte maneira: Pastor Per Andresen, Presidente; Pastor Catharino Nunes Pires, Vice Presidente; Jarbas do Amaral, Secretário e Jordão André Pesch, Tesoureiro. A gráfica recebeu o nome de Centro Evangelístico Luz da Palavra – CELUZ, e organizou-se com uma diretoria própria constituída pelos seguintes integrantes: Pastor José Pimentel de Carvalho, Presidente de Honra; Missionário Per Andresen, Presidente; Presbítero Samuel Rodrigues Moreira, 1º Vice Presidente; Diácono José Domingues, 2º Vice Presidente; Presbítero Mirislan Douglas Scheffel, Secretário; Júlio Trindade, 1º Tesoureiro; Jordão André Pesch, 2º Tesoureiro; Pastor Catharino Nunes Pires, Conselheiro; Alcides Pereira da Silva, Sinclair Koteski e Raymundo Augusto da Silva, Conselheiros Administrativos.
Per Andresen e Alice Andresen na cidade de Cambará/PR Missão americana A missão americana foi a última a prestar sua contribuição direta à evangelização do estado do Paraná, e, por isso, já encontrou grandes igrejas que já estavam organizadas. Esta missão percebeu então a necessidade do preparo dos obreiros para a realização do serviço eclesiástico. Com este objetivo enviou para o Brasil vários missionários especializados neste setor. Para o estado do Paraná vieram o Missionário Paul Pugh e Gary Luther Royer, que ministraram aulas no Instituto Bíblico das Assembléias de Deus nas cidades de Curitiba e Londrina durante dois anos. Neste período o Pastor Triplit, coordenador geral da Springfield, visitou o Paraná, com o objetivo de manter entrosamento com a administração de nosso Instituto Bíblico. OS PRIMEIROS CRENTES DE CURITIBA O Pastor Bruno Skolimovski chegou em Curitiba em 19 de outubro de 1928, vindo de Petrópolis, estado do Rio de Janeiro, após ser direcionado pelo Espírito do Senhor para pregar a mensagem pentecostal ao povo do estado do Paraná. Quando chegou em Curitiba não havia nenhum crente pentecostal. Ele compreendeu que Deus o dirigiu à pregar aos poloneses, na sua própria língua, em razão do grande número de poloneses que residiam em Curitiba e que não falavam português. Em março de 1929, toda a família do Pastor Bruno chegou em Curitiba. Residiram inicialmente na Rua Silva Jardim, e posteriormente na Rua Ébano Pereira. Mais tarde fixou residência na Rua Visconde do Rio Branco. Foi na Visconde do Rio Branco que encontraram-se com o Pastor Erich Ostermoor. Neste dia fazia muito frio em Curitiba e a família do Pastor Bruno estava com poucos agasalhos. O Pastor Erich observou no Pastor Bruno algo diferente e perguntou qual era a sua ocupação e o que ele estava fazendo. O Pastor Bruno identificou-se como um evangelista enviado por Deus para pregar o evangelho nesta cidade. O Pastor Erich então convidou-os para irem à sua igreja. Assim, o Pastor Bruno e sua família, começara assistir os cultos na Igreja Congregacional, onde o Pastor Erich era responsável. Logo o Pastor Bruno começou pregar nesta igreja. Com sua crença pentecostal, o Pastor Bruno após pregar sobre o batismo com o Espírito Santo, encontrou resistência de alguns irmãos, que não aceitavam esta mensagem.
Pastor Bruno Skolimovski e família quando chegaram em Curitiba O Pastor Bruno Skolimovski começou então realizar cultos de oração em sua própria casa, onde ensinava as doutrinas pentecostais. Participavam destes cultos os alemães, poloneses e ucranianos, pois o Pastor Bruno tinha fluência no alemão, italiano e ucraniano. Durante um ano inteiro pregou o evangelho aos seus compatriotas e o número de conversões aumentava a cada dia. Em outubro de 1929 o Pastor Bruno mudou-se para a Rua Trajano Reis, esquina com a Rua Carlos Cavalcanti. Foi aberto um salão de cultos onde o Pastor Bruno continuou pregar o evangelho em polonês e alemão por pouco tempo. Neste mesmo mês ele providenciou o registro da igreja. As pessoas que passavam em frente à igreja e ouviam os cânticos, paravam e zombavam dizendo: “Que igreja grande”. Nessa época o Pastor Bruno lutava com dificuldades financeiras, por isso trabalhava nas horas vagas como marceneiro. Certo dia, andando pela cidade, o Pastor Bruno Skolimovski, passou pela Avenida Iguaçu e entrou em uma quitanda, onde pregou o evangelho para a proprietária. Ela foi impactada pelo poder daquela palavra e tornou-se simpatizante do evangelho. Como tornara-se simpatizante, o Pastor Bruno pediu se ela poderia ceder sua sala para realização dos cultos. Com sua concordância, o Pastor Bruno fez alguns bancos e o púlpito para dirigir o primeiro culto nessa residência. Participaram deste primeiro culto: Perciliana Batista e esposo, Antônio Batista (Totó) e seus filhos, Alcides Batista e Narcisa Batista. No segundo culto foram convidados os vizinhos: Carlota e família, Pedro Cabral e esposa e Alzira. Nesses primeiros cultos, a primeira família que se converteu foi a da irmã Perciliana Batista, em seguida a irmã Carlota e família, Pedro Cabral e Alzira Cabral e Maria do Nascimento. Primeiros milagres Uma das primeiras curas na igreja aconteceu quando um casal idoso, convidados pelo irmão Alcides Batista, vieram ao culto. O idoso sofria de constantes convulsões. O Pastor Bruno orou por ele e repreendeu o espírito maligno que operava naquele senhor, ficando ele totalmente liberto. Diante dessa maravilha, ele e sua família se converteram ao Senhor. Ele chamava-se José Perfeti. Nessa ocasião, sua filha, Angelina Malinoski, se converteu ao Senhor. Após 20 anos, o esposo da Angelina também se converteu. Os filhos do casal já nasceram no seio da igreja: Lourival, Luizinho, Leônidas, Leonardo, Lenir e Maria de Lourdes. Primeiras conversões Nesse tempo, quando o salão de cultos era na Rua Trajano Reis, esquina com a Carlos Cavalcanti, converteram-se e foram batizados nas águas os irmãos Paulo Steinki e sua esposa Bromilda Steinki. Os irmãos Antonio Filik e Pedro Pulkow, foram os primeiros ouvintes da palavra de Deus em Curitiba, mas foram batizados somente em 1933 e 1935, respectivamente. O irmão Miceslau Godzikoski também foi um dos primeiros ouvintes, mas foi batizado ele e sua esposa Angélica em 1932. Em 1930 a igreja mudou-se para a Rua Silva Jardim, logo após sair da Rua Trajano Reis. A igreja era uma casa de duas moradas. Entregaram-se para Jesus a família Kromiek, que eram vizinhos da irmã Erica Reikdal Amorim. A irmã Erica converteu-se em 1931, com seis anos de idade. Seu pai que era alcoólatra foi convidado pela família Kromiek para assistir um culto na igreja. Foi nesse tempo também que Cota, Silvia, Antonia e a família Reikdal se converteram. O Pastor Bruno Skolimovski trabalhou junto com o pai da Erica, com o objetivo de afastá-lo dos companheiros de bebida, ajudando assim fortalecê-lo na fé. O Pastor Bruno era um exímio marceneiro, cujos trabalhos eram perfeitamente talhados à mão. As cadeiras, camas e os guarda-roupas eram obras de um verdadeiro artesão. Este exemplo foi demonstrado da mesma forma em seu amor às almas perdidas e na condução ao rebanho do Bom Pastor. Primeiras celebrações Neste mesmo tempo da igreja na Rua Silva Jardim, congregaram: Olimpio Mamede, Frederico Beker e João Tibilier. Frida (tia de Erica Reikdal Amorim) e Carlos Macedo, foram um dos primeiros casamentos celebrados pelo Pastor Bruno Skolimovski em Curitiba. Nesta época chegou do norte o irmão Manoel Gerônimo que auxiliou grandemente o Pastor Bruno. Primeiros batismos Foram realizados no Rio Barigui e também no Lago Capão da Amora (lago que não existe atualmente). Os irmãos Carlos Reikdal e Elza Reikdal foram um dos primeiros casais que foram batizados no Rio Barigui. Os diversos endereços da igreja e os primeiros crentes Depois de instalada na Rua Silva Jardim, a igreja mudou-se para a Avenida República Argentina, quase esquina com a Rua Getúlio Vargas. Nesse tempo converteram-se: Idalia e Maria San Lourenço, família Redead, Toniolo, Joaquim Gomes e esposa, Etelvina e seus pais, Emílio, Ari Portugal e sua esposa, Escolastica e outros. Destacou-se nesse grupo o irmão Joaquim Gomes, dedicado obreiro que mais tarde pastoreou a igreja em Rio Branco do Sul. Mais uma vez a igreja retornou para a Avenida Iguaçu, onde converteram-se: Rosinha Cajuí e família, Dedimo Laufer, Joel Lopes, Zenobio Lopes, João Ribas, família Nicola e Francisco Novakoski. Saindo da Avenida Iguaçu, a igreja mudou-se para a Rua Bento Viana, onde converteram-se Francisco Vulcani, Jacinto e família e Gregório e esposa. Após este período, a igreja mudou-se para a Rua Trajano Reis, esquina com a Rua Barão de Antonina, onde converteram-se: Polônia Sexto, Luiza Molinari Correia e filhos, entre outros. A igreja mudava constantemente de endereço, e desta vez, fixou-se na Rua Marechal Floriano, próximo da esquina com a Rua José Loureiro, onde converteram-se: Pedro Simprício Moreira e filhos, Silvio, Pedro, Odete e Venina. Elza Chaves Lima, Julia e família, também converteram-se nesse endereço. Nesta época, chegou do Rio de Janeiro, pelo norte do Paraná, o irmão Carlos Mazza e sua esposa Maria, juntamente com seus quatro filhos. Este casal ajudou muito o Pastor Bruno no atendimento das congregações, principalmente em Ponta Grossa, Jaguariaíva e Ibiporã. O Pastor Carlos Mazza, à exemplo do Pastor Bruno, por diversas vezes trabalhou como carpinteiro e construtor de casas para manter sua família. Deixou um grande exemplo de humildade e dedicação ao serviço do Senhor, digno de ser seguido pelos obreiros de hoje. Da Rua Marechal Floriano, a igreja mudou-se para a Rua Barão de Antonina, esquina com a Rua Mateus Leme, quando agregaram-se à igreja: Jacinto Marques e esposa, Aristotelina e filhos, Julio de Oliveira e sua esposa Rosa e filhos, Neida e André (vindos de Ponta Grossa). Neste endereço foi construído um tanque batismal. No culto de passagem de ano (1934 / 1935), foi realizado, à meia noite, o batismo de Lino Chaves Lima e esposa, Vitória Skolimovski, Dilma de Oliveira, Erica Reikdal entre outros. Neste período houve um grande desenvolvimento da igreja, o que permitiu aos irmãos comprarem uma propriedade na Avenida da Graciosa, atual Avenida Cândido de Abreu, 367. Neste terreno havia um barracão onde funcionava uma fábrica de cadeiras de palha e vassouras. Nos fundos havia uma casa, que serviu de casa pastoral.
Último prédio alugado pela igreja na Rua Mateus Leme A igreja em propriedade própria e seus primeiros membros Finalmente a igreja mudou-se para sua própria propriedade. Houve uma grande reunião com a presença dos irmãos das congregações distantes, entre eles, o irmão Alfredo Reikdal, genro do Pastor Bruno e dirigente da congregação de Paranaguá. Nesta época vieram para Curitiba alguns irmãos de Irati: O casal Pedro Filyk e Catarina, juntamente com seus filhos e a família do irmão Pedro Pulkow. Das colônias mais ao sul do estado veio o irmão Rafael Granato, homem de dom evangelístico e destacado no trabalho de evangelismo. Os primeiros crentes da Cândido de Abreu foram: José Franquilin, sua esposa Maria e seus filhos; Orlando e Ilda de Sá; os jovens Tadeu Sultoski, Vanda Sultoski, Antonio Amorin e João Cunha. Foi construído na igreja da Cândido de Abreu um tanque de batismo. Antes de deixar o pastorado e ir para São Paulo, o Pastor Bruno Skolimovski realizou o batismo do irmão José Lopes e sua esposa. Este irmão tornou-se pastor e dirigiu trabalhos em várias cidades do estado do Paraná. O Pastor Bruno transferiu-se para São Paulo, onde dirigiu a igreja do Belém. O Pastor Carlos Mazza dirigiu provisoriamente a igreja.
Fachada antiga do templo sede na Avenida Cândido de Abreu PASTOR CLÍMACO BUENO AZA (1939 – 1942) No início de 1939 o Pastor Bruno Skolimovski passou à direção da igreja para o Pastor Clímaco Bueno Aza com mais de 200 membros em comunhão. De naturalidade colombiana, converteu-se ao santo evangelho de Jesus Cristo em 1913, em Belém – PA. Ingressou na Assembléia de Deus ainda no segundo ano de fundação da mesma. Portanto, com todo o seu vigor e ardor do movimento pentecostal. Logo em seguida, a chamada específica de Deus para pregar o evangelho em tempo integral ardeu no coração do irmão Bueno Aza, que, deixando seus negócios materiais, dedicou-se ao serviço de evangelização, o qual passou a ocupar, daí em diante, todo o seu tempo.
No ano de 1927, precisamente no mês de fevereiro, esperançoso e pleno de vida, o Pr. Clímaco chegou a Belo Horizonte com sua família. Morou na Rua Peçanha e ali, na própria residência, foram realizados os primeiros cultos, onde se converteram as primeiras pessoas. A obra pentecostal se desenvolveu na capital mineira e em todo o estado. Em 15 de janeiro de 1929 já estava inaugurando o 1º templo daquela igreja. E em 02/08/1931 deixou o pastorado em Belo Horizonte e transferiu-se para Juiz de Fora, com o intuito de fundar ali mais uma Assembléia de Deus. Em Belo Horizonte o Pr. Clímaco foi substituído pelo Pr. Nils Kastberg em 02/08/1931. Fontes: História das Assembléias de Deus no Brasil, CPAD, 2ª edição, 1982. Pastor Charles Leonard Simon Lundgren De acordo com a narrativa do livro: "Simon Lundgren e a Obra Missionária no Brasil" de autoria de Eliezer Cohen, Charles Leonard Simon Lundgren é natural da cidade de Upsala, localizada ao sul da Suécia, nascido em 28 de Outubro de 1898. Converteu-se ao Evangelho em 26 de Dezembro de 1916. Certa noite, a igreja local recebeu a visita do Missionário Joel Carlsson, que estava trabalhando no Brasil e viera à Suécia em período de descanso. Foi durante este Culto que Lundgren ouviu Jesus falar nitidamente: _ "Simon, meu servo, mandar-te-ei ao Brasil." No início, Simon tentou relutar, mas aos 20 dias do Mês de Novembro de 1924, embarcou no navio "Almanzora", que estava aportado em Londres e finalmente chegou ao Porto de Salvador, na Bahia, no dia 11 de Dezembro do mesmo ano. Segundo o que narra Eliézer Cohen em seu livro, um fato marcante e digno de nota, foi a realização da primeira Convenção Geral das Assembléias de Deus no Estado de São Paulo, em Outubro de 1937. Nesta época, a Assembléia de Deus já contava com cerca de 40 mil membros em todo o Brasil. O "Mensageiro da Paz" era impresso no Rio de Janeiro e tinha uma tiragem quinzenal de 12 mil exemplares e era considerado um dos jornais evangélicos de maior circulação no país. Entre os pastores que participaram desta Convenção estavam: Simon e Linnea Lundgren, Nils e Eufrosine Kastberg, Gustav e Elizabeth Nordlung, Gustav e Alice Bergstrom, Aldo e Gerda Petterson, Algot e Rosa Esvensson, John Sorhein, Albert Widmer, Bruno Skolimowsky, Paulo Leivas e Zélia Brito Macalão, Cícero Canuto de Lima, Francisco Leopoldo Coelho, Emilio Conde, Hely Martins, Heitor Vieira da Rocha, Silvio Brito e Carlos Brito. Vieram representantes dos Estados Unidos e da Inglaterra. Entre vários assuntos importantes tratados nesta Convenção, vale a pena ressaltar a decisão de publicar, pela primeira vez, a Harpa Cristã com música. Aproveitando essa resolução da Convenção, Bruno Skolimovsky apresentou seu hino, que receberia o número 477. Simon Lundgren também apresentou à equipe que iria organizar a nova Harpa Cristã, a versão feita por ele de um hino sueco muito bonito. Este receberia o número 16. (Fonte do parágrafo acima: http://www.assembleiadedeussantos.com.br/centenario/index.html) Em novembro de 1942 o Missionário Simon Lundgren assumiu a direção da igreja em Curitiba. Desenvolveu a evangelização, alcançando várias cidades e colônias. Sua esposa, irmã Linéia, juntamente com seus filhos, dedicaram-se muito na obra do Senhor. Nesse período organizou uma grande Banda de Música e desenvolveu o Coral dos adultos e dos jovens. Organizou também uma grande Banda Juvenil. O primeiro casamento celebrado pelo Pastor Simon Lundgren foi dos irmãos Antonio Amorin e Erica Reikdal, do dia 18 de novembro de 1943. Com o crescente número de membros foi necessário construir um novo templo sede, que foi inaugurado em 28 de maio de 1948. Em 1954 foi comemorado o Jubileu de Prata da igreja. Nesta época foram evangelizados os municípios de Pangaré, Agudos e estabelecida a igreja em São José dos Pinhais (primeira cidade vizinha com igreja construída), cujo dirigente era o Presbítero Crisógno Mamede.
Pastor Simon Lundgren pregando no templo sede da Assembléia de Deus em Curitiba (O texto abaixo, na sua integralidade, foi retirado do livro: Simon Lundgren e a Obra Missionária no Brasil, de autoria de Eliézer Cohen, publicado por Edições Luz da Palavra) Quando Simon Lundgren assumiu em 1942, o rol de membros da Assembléia de Deus em Curitiba registrava 213 inscritos e não havia congregações, mas apenas pontos de pregação. A igreja era bem pobre e não existiam muitos recursos. Apenas cinco irmãos cantavam e tocavam. Mais tarde, Rune Lundgren organizou a banda, o coral e a orquestra, em 1944. Os cultos eram realizados numa casa de madeira, medindo 22m x 8,22m, adquirida e inaugurada em janeiro de 1937, pelo Pastor Bruno Skolimovski, na Avenida Cândido de Abreu, 367. Esta casa foi adquirida pelo valor de 18.000,00 réis. Por ter uma grande dimensão, 60m x 20m, o local foi dividido, servindo a parte dos fundos para moradia do pastor, cuja casa pastoral foi edificada em 1945. Essa casa serviu por muito tempo para acomodar a família dos pastores. Foi construído neste tempo um novo templo, com 30m de comprimento, e uma nova casa pastoral. Em 1947, restou uma dívida de 40.000,00 cruzeiros, obtida pelo empréstimo para a construção da casa pastoral. Mesmo assim, numa atitude de fé, o Pastor Simon Lundgren lançou a pedra fundamental do novo templo. A idéia inicial era construir o novo templo, sem derrubar o antigo, ou seja, o novo templo seria construído por fora, permanecendo a antigo templo para abrigar os irmãos. O Pastor Simon Lundgren alugou de um vizinho da igreja, que acabara de construir uma ampla casa, todas as suas ferramentas. Foi erguida uma igreja para comportar até 1.500 pessoas. Atrás do púlpito, foi construída uma sala para 200 pessoas, onde se realizavam cultos de oração, reunião do ministério e reuniões dos diversos departamentos da igreja. Foi nessa época e nesse local que a mocidade curitibana iniciou suas atividades. A inauguração do novo templo No domingo à tarde do dia 30 de maio de 1948, ano em que a igreja completava 19 anos, o Pastor Simon Lundgren inaugurou o primeiro e novo templo da Assembléia de Deus em Curitiba. O pregador foi o Pastor Alfredo Reikdal, da Assembléia de Deus do Ipiranga, São Paulo. 1.200 pessoas estavam presentes. Entre os diversos convidados, fizeram-se presentes: Gustav Nordlund (Porto Alegre/RS), Virgil F. Smith (Joinville/SC), Bruno Skolimovski (Santos/SP), Antônio Lemos (SC), Clímaco Bueno Asa (Ponta Grossa/PR) e Carlos Maza (Antonina/PR). A primeira celebração da Ceia do Senhor foi realizada na noite de 1º de junho de 1948. No início as reuniões eram feitas apenas no salão principal, que media 30m x 12,5m. Nos cultos de domingo, a galeria era aberta para comportar os irmãos. 21 anos da igreja Entre os dias 1 à 6 de agosto de 1950, a Assembléia de Deus em Curitiba comemorou 21 anos. O Pastor José Gomes Moreno, foi convidado para ministrar estudos bíblicos para a igreja. No dia 6 de agosto de 1950, foram batizados 50 novos crentes. A igreja apresentava na Rádio Guairacá, PRB-2, o programa “Voz Evangélica das Assembléias de Deus no Paraná”. Neste dia, o Pastor José Gomes Moreno, pregou no programa de rádio e a banda de música se fez presente. Nestes dias de festa, 15 pessoas se entregaram à Jesus. Nessa oportunidade, o Pastor Simon Lundgren, convidou o Pastor José Gomes Moreno, para assumir a direção do programa de rádio. O Pastor Simon foi o fundador deste programa. Após aceitar o convite, o Pastor Moreno transferiu-se para Curitiba. O casal Lundgren sempre cantavam e tocavam neste programa. O convite à Leif Andersen O Pastor Simon Lundgren convidou o Missionário Leif Andersen, por volta de 1955, para vir ajudá-lo no Paraná. Neste período, o estado do Paraná contava com aproximadamente 8.000 membros. O missionário Leif residia no Rio de Janeiro. Ele aceitou o convite e veio para a cidade de Ponta Grossa. Alguns dias depois seguiu para o norte, fixando-se em Ibiporã e depois em Londrina. Enquanto o Pastor Simon Lundgren atendia o sul do estado, o Missionário Leif atendia o norte. Trabalho de Evangelização No dia 15 de novembro de 1946, Gamaliel Bueno Galvão, filho do falecido Pastor Clímaco Bueno Asa, e, Johannes Lundgren, o segundo filho do casal Lundgren, fundaram e organizaram o “Grupo Central de Evangelização Pró-Literatura”, composto de jovens crentes da Assembléia de Deus em Curitiba, com a finalidade principal de maior difusão da Palavra de Deus, tanto na capital como no interior, através do “Mensageiro da Paz”, órgão oficial de notícias da Assembléia de Deus no Brasil. Como nasceu o “Grupo de Evangelização” O Pastor Simon contou o seguinte: “Um general do exército mexicano, membro da igreja, comprou 120.000 folhetos, porém, os folhetos foram enviados na língua portuguesa. Na cidade do México havia um missionário sueco, Axel Anderson, meu amigo, que ao ser consultado pelo referido general, disse-lhe que poderia me enviar os aludidos folhetos. O irmão mexicano entrou em contato comigo e com muita alegria aceitei as literaturas gratuitas, inclusive com as despesas postais totalmente pagas por eles. Na mesma ocasião se encontrava no Brasil outro sueco que nos ofereceu 60.000 evangelhos. Diante de tamanha quantidade de literatura, cerca de 180.000, sentimos a necessidade de criar um grupo de evangelização para os distribuírem onde tivéssemos acesso. A princípio dividimos a cidade em dois setores: Norte e Sul. Começamos pela Norte. No primeiro domingo, moços e moças visitaram todas as casas e no domingo seguinte, passamos para a parte Sul. Em seguida utilizamos o “Mensageiro da Paz” e alguns livros da Casa Publicadora das Assembléias de Deus. Ao terminar o trabalho, forçados pela saída de meu filho Johannes que fora chamado para o serviço militar, sem que houvesse alguém para substituí-lo e prosseguir com a direção do grupo, tínhamos vendido 10.000 Mensageiros da Paz por quinzena, perfazendo 20.000 por mês”. O RETORNO DO PASTOR BRUNO SKOLIMOVSKI (1954 – 1957)
Pastor Bruno Skolimovski O Pastor Bruno retorna à Curitiba em novembro de 1954. A igreja já estava bem maior, com um grupo de jovens realizando um excelente trabalho evangelístico, sob a direção do jovem estudante Airton Neubauer. Airton abriu novos pontos de pregação e ajudou em programas de rádio. O Pastor Bruno realizou diversos estudo bíblicos nas congregações e em várias cidades do Paraná. A igreja precisava se recompor, pois em 1952, um pequeno grupo de discidentes deixou a ogreja. Em 1959, transferiu-se para Santos/SP. No dia 7 de outubro de 1961, comemorou suas Bodas de Ouro, e no dia 20 de dezembro de 1961 foi recolhido por Deus à eterna morada.
Pastor Lelis celebrando as Bodas de Ouro do casal Bruno e Maria Skolimovski na cidade de Santos/SP
Pastor Alfredo Reikdal colocando as alianças no casal Skolimovski
Casal Skolimovski sendo homenageado
PASTOR DELFINO BRUNELLI (1957 – 1959)
Pastor Delfino Brunelli Foi o Pastor Delfino Brunelli respeitado por seus estudos e pregações. Promoveu diversas passeatas e desfiles com o objetivo de propagar a mensagem do evangelho. No ano de 1958 realizou uma grande concentração no Dia da Bíblia, na Praça Tiradentes, com a participação de uma grande Banda Musical e desfilou pelas principais ruas de Curitiba. Ao término do dia, encerrou as atividades distribuindo bíblias e folhetos evangelísticos.
Pastor Delfino Brunelli PASTOR DANIEL TAVARES BELTRÃO (1959 – 1960)
Pastor Daniel Tavares Beltrão Dirigiu a igreja em Curitiba por apenas 7 meses. PASTOR AGENOR ALVES DE OLIVEIRA (1960 – 1962)
Pastor Agenor Alves de Oliveira Dirigiu a igreja por dois anos. Foi responsável pela compra do primeiro automóvel 0Km para a igreja. Este automóvel atendia principalmente os trabalhos de evangelismo. PASTOR JOSÉ PIMENTEL DE CARVALHO (1962 – 2011) Chegou em Curitiba no dia 6 de março de 1962. Sua vinda foi precedida de oração. Nesta época a igreja contava com 8 congregações, 8 propriedades e 1800 membros. Os cultos nas praças – “Ar Livre” e o evangelismo em massa Este tipo de ação marcou os crentes da Assembléia de Deus em todo o Brasil. O evangelismo em grupo desenvolveu-se nos anos 1940, com alguns destaques: João Lundgren, Sílvio Moreira, Pedro Simplício, Rafael Granato entre outros. Na década de 1950 outros nomes juntaram-se aos primeiros: Catharino Nunes Pires, Ailton Pinheiro, Airton Neubauer, Raimundo Silva, Francisco de Melo entre outros. Nesta época já tomava à frente, com bastante vigor, o irmão Raimundo Silva, no trabalho de evangelismo. De 1955 até 1968 o Pastor Osmar Cabral, Almir Ferreira, Olivir Bueno, André Pesch e Alberto Fietz, deixaram marcas profundas de participação neste trabalho. O irmão Ïris Goulart Seixas destacava-se na evangelização pelo rádio. O jovem Floriano Ernani Pesch, juntamente com outro jovens como, José Fabrício, Eduardo Silva, Darli Menezes, Onofre Rosa, José Domingues e os irmãos Kawiatkowski com muitos outros jovens, “abraçaram” o evangelismo nas praças. A explosão demográfica, os grandes aglomerados urbanos e a rapidez das modernas comunicações motivou a ação do evangelismo em massa pela igreja. O Pastor Osmar Cabral foi um dos pioneiros com a equipe “Cristo é a Resposta”. Realizou grandes trabalhos e foi auxiliado pelo irmão Nivaldo Ramos entre outros. Auxiliava também o Pastor Osmar Cabral o jovem Floriano Pesch, que mais tarde fundou sua própria equipe “Jesus é a Solução”. Consolidou-se assim o Departamento de Evangelismo da Assembléia de Deus em Curitiba. O irmão Valdívio Fabrício foi o responsável por este departamento, realizando assim diversos trabalhos evangelísticos, em especial, nas áreas mais distantes de Curitiba. O Pastor Hidekazu Takayama, conhecido evangelista no cenário nacional, dirigiu por alguns anos este trabalho. Deu continuidade aos grandes eventos de evangelismo em massa, através das Cruzadas Evangelísticas em todos os bairros de Curitiba e Região Metropolitana. A Escola Bíblica de Férias – EBF Teve seu início em 1967, com o objetivo de evangelizar crianças e promover um despertamento espiritual entre elas. Inicialmente era freqüentada por crianças com idade inferior aos treze anos. A primeira EBF foi realizada no templo central da Assembléia de Deus em Curitiba, e participaram as congregações de Vila Hauer, Barreirinha e Boa Vista. O número de crianças que participou foi de aproximadamente 650. O encontro foi coordenado pela irmã Oneide Cunha Machado, a irmã Regina Santos e o irmão Paulo Pimentel de Carvalho. Cooperaram neste trabalho diversos irmãos e irmãs que dirigiam Escolas Bíblicas Dominicais, especialmente como professores. O Conjunto Embaixadores do Rei, formado pelos filhos da irmã Noemia Cruz, despertou um grande interesse das crianças. Sua participação incentivou as crianças à buscarem o Senhor, o que resultou em muitos batismos com o Espírito Santo. A partir de 1971, os meninos que haviam começado na EBF não queriam mais se afastar do grupo. Criou-se então o Congresso Infanto Juvenil. O trabalho cresceu e estabeleceu-se que durante o dia seria realizada a EBF, e, à noite, o Congresso Infantil. Este congresso tornou-se um culto público, quase exclusivamente para crianças, e eles mesmos eram os pregadores.
Conjunto Coral formado por crianças que participaram da Escola Bíblica de Férias em 1971 O Pastor Íris Goulart Seixas e o Presbítero Augusto Silva foram indicados pelo presbitério da igreja para serem apoiadores deste trabalho. A coordenação e a preparação dos materiais elaborados para as crianças era composta pelas irmãs Oneide, Dircelia, Ondina Morais, Otília Mendes, Dzidra Gomes entre outras. Em 1971, quatro anos após a primeira EBF, o número de crianças matriculadas foi de aproximadamente 6700. Todas as congregações existentes fizeram parte desta EBF. Organizou-se na igreja sede e em algumas congregações o Coral das Crianças. Como fruto deste trabalho, inúmeras conversões ocorreram. Os pais das crianças que participaram da EBF e que assistiram os cultos entregaram-se à Jesus. Diversas crianças recebiam o batismo com o Espírito Santo. Neste mesmo ano, 1971, duas meninas da Planta Santa Rosa fizeram a EBF. Era a Planta Santa Rosa uma localidade bastante humilde e não havia nenhuma congregação ali. A semente lançada no coração destas duas meninas prosperou, e como resultado desta EBF, uma congregação foi iniciada ali. Em 1972, o mesmo grupo de irmãs e irmãos coordenaram a EBF e o Congresso Infanto Juvenil, atingindo 9300 crianças. O Coral Infantil teve uma brilhante participação e formou-se uma Orquestra Mista com 28 componentes. Neste mesmo ano, 1972, uma irmã dirigiu a EBF na Planta N. Sra. do Rocio, bairro da Boa Vista, onde 300 crianças participaram. A congregação não comportava este número de pessoas, fato que obrigou as aulas serem ministradas ao “ar livre”. Neste encontro, um garoto de 4 ou 5 anos, aproximadamente, foi levado pela sua mãe à igreja, pois sofria de uma enfermidade incomum, com feridas espalhadas por todo o corpo e desenganado pelos médicos. As crianças reuniram-se e oraram em favor daquele garotinho. No outro dia, as feridas secaram e aquele menino foi curado por Jesus. A partir de 1972 o número de crianças que participava da EBF era sempre superior à 8000. Muitas destas crianças tornavam-se professores da Escola Bíblica Dominical, obreiros e líderes nas diversas atividades da igreja. PROGRAMA DE RÁDIO Com uma chamada e vocação para evangelizar, especialmente em programas de rádio, o Pastor José Gomes Moreno deu início à uma série de programas de rádio.
No dia 28 de outubro de 1950, iniciou o Programa Voz Evangélica das Assembléias de Deus, na Rádio Guairacá. Diversos irmãos fizeram parte do programa desde o seu início. A Banda Musical da igreja, sob a regência do irmão Rune Lundgren e o Coral, regido por seu irmão João Lundgren, tinham participação especial no programa, pois contava com a presença de um auditório presente nas programações. Mais tarde o programa passou à ser transmitido na Rádio Clube Paranaense (PR-B2), e, posteriormente, para Rádio Emissora Paranaense, que teve sua razão social mudada para Rádio Universo. Os primeiros diretores do programa foram: José Gomes Moreno, Delfino Brunelli, Pedro Ferreira de Menezes, Agenor Alves de Oliveira, Daniel Tavares Beltrão, Raymundo Augusto da Silva, José Pimentel de Carvalho e Íris Goulart Seixas. Mais tarde o programa “Voz das Assembléia de Deus” passou a ser transmitido pela Rádio Marumby. Programa Cristo é a Resposta No ano de 1962, após a Campanha “Cristo é a Resposta” realizada em Curitiba pelo Evangelista Morris Cerulo, foi levado ao ar pela Rádio Guairacá, o primeiro programa “Cristo é a Resposta”, dirigido pelo Diácono Iolando Maciel. Programas mantidos por membros da igreja em caráter particular Musical Evangélico Foi transmitido em 1 de maio de 1966 através da Rádio Universo pelo irmão Mateus Iensen. O nome “Musical Evangélico” foi sugerido pelo Pastor Antonio Polito. Jardim Musical Em 1970 os irmãos Passos transmitiram pela Rádio Clube Paranaense (PR-B2) o Programa “Jardim Musical”. Posteriormente foi ao ar pela Rádio Universo e depois pela Rádio Marumby. O programa tinha a participação efetiva de toda família Passos: Evangelista Antonio E. dos Passos, sua esposa, irmã Rosinha e seus filhos, Natanael, Misael e Eliel, e sua nora, irmã Lourdes. CÍRCULO DE ORAÇÃO No dia 7 da bril de 1966, às 15:00h, reuniu-se no salão dos fundos do templo da igreja sede, na Avenida Cândido de Abreu, as seguintes irmãs: Noemia Cruz, Noemia Zavadski, Maria Rosa Schotka, Eunice da Silva, Rosa Freitas, Rosa Maria Medeiros, Catarina Filik, Ely Machado da Silva, Dagmar, Antonieta Xavier, Domingas Belezuck, Maria Faria, Maria Borba e Adelaide. Nesta época já havia reuniões de oração na sede e nas congregações. Porém, no dia 7 de abril de 1966 foi realizada oficialmente uma reunião com a finalidade de fundar o “Círculo de Oração da Assembléia de Deus em Curitiba”. A irmã Noemia Cruz foi a primeira dirigente do Círculo de Oração, e era auxiliada pela irmã Noemia Zavadski. Depois de quase dois anos, exatamente uma no e dez meses, a irmã Noemia Cruz mudou-se para São Paulo, passando assim a direção do Círculo de Oração para a irmã Noemia Zavadski. A irmã Noemia Zavadski, conhecida como irmã Nena, foi auxiliada pelas irmãs Maria Rosa Schotka e Josefa Barbosa. Em 1973 foi realizada a primeira Confraternização do Círculo de Oração. Foram convidados para ministrar os estudos bíblicos o Pastor João de Oliveira e o Pastor José Joaquim Ferreira. O ministério da igreja indicou o Pastor Catharino Nunes Pires como responsável AM apoiar diretamente este trabalho. JUVENTUDE Os primeiros trabalhos de juventude tiveram início no pastorado do Pastor Simão Lundgren, por volta do ano de 1946, quando Gamaliel Bueno Galvão, filho do Pastor Clímaco Bueno Asa, e o irmão João Lundgren, filho do Pastor Simão Lundgren, numa dinâmica espiritual, deram os primeiros passos na liderança dos trabalhos com a mocidade na igreja de Curitiba, desenvolvendo trabalhos de evangelização e distribuição do jornal “Mensageiro da Paz”. Mais tarde, João Lundgren recebeu a colaboração do irmão Jorge Krivoruska, numa época que houve um grande movimento evangelístico nos municípios vizinhos de Curitiba. Participaram também deste momento os irmãos Rafael Granato, Francisco A. Morais, Francisco V. Melo, Joel Porto Machado. Na área musical cooperaram os irmãos Moreira, Ari Portugal, Lino Chaves de Lima, Reikdal, Malinoski e Steinke. Enquanto um grupo de irmãos se dedicavam ao trabalho de evangelismo, um grupo de moças reuniam-se para orar. Trabalhos da mocidade no período de 1950 à 1962 Um intenso trabalho foi realizado entre os anos 1950 à 1954, através dos jovens Catharino Pires, Nivaldo Ramos, Floriano Dionízio de Almeida, Ailton Pinheiro de Oliveira, Raimundo Silva, Manoel Gasparelo, Arildo Grein, Agenor Cavalcanti e o apoio do irmão Walfrido Loyola. Nesse período, foram fundadas um grande número de congregações em nossa capital, uma vez que existiam apenas as congregações do Cajuru, Vila Isabel e Lindóia. No período de 1955 à 1960, durante o pastorado dos irmãos Bruno skolimovski, Delfino Bruneli e Daniel Tavares Beltrão, o jovem estudante Airton Neubauer dirigia os trabalhos da mocidade. Eram realizados cultos nas praças centrais de Curitiba e no Taboão eram realizadas as vigílias. Um culto marcante deste período foi realizado na congregação do Prado Velho, onde uma mulher cega foi curada após oração. No templo sede os cultos da mocidade eram dirigidos pelo irmão Raymundo Augusto da Silva, e os cultos de evangelismo pelo irmão Airton Neubauer. De 4 à 12 de setembro de 1965 foi realizada a primeira “Confraternização da Mocidade de Curitiba”, e também no Paraná, sob o tema “Um em Cristo”. A programação foi constituída com o “Dia da Missão Estrangeira”. Os convidados especiais foram: Pastor Bernard Johnson Júnior, Pastor Rafael Batista, Pastor José dos Santos, Pastor Glicério Silva, Pastor Osmar Cabral, Missionário João Kolenda Lemos e pastores e obreiros do campo ministerial de Curitiba. No dia 7 de setembro, deste mesmo ano, foi inaugurada a Biblioteca da Mocidade, que recebeu o nome de “Biblioteca Saron”. A comissão organizadora foi constituída da seguinte maneira: Presidente, Raymundo Augusto da Silva; Vice Presidente, Nivaldo Ramos; Colaboradores, Durval T. Nascimento, Olivir Bueno Apolidoro, Salvador Noga, Alberto Fitz e Arilda Schotka. A organização da UMADC – União de Mocidade da Assembléia de Deus em Curitiba, ou seja, sua diretoria, ocorreu no ano de 1963. Neste mesmo ano, em agosto, foi fundado o jornal da mocidade – Voz da Mocidade Pentecostal (VMP), tendo como colaboradores: Presidente, Pastor José Pimentel de Carvalho; Orientador, Presbítero Raymundo Augusto da Silva; Diretor, Olivir Bueno Apolidoro; Secretários, Homero Rodrigues e Ruth Silva; Revisores: Oneide de Oliveira Cunha e José Domingues; Redator Chefe, José Domingues; Redator, Samuel Ribeiro; Repórteres, Paulo P. Carvalho, Rhunar Andersen, Sinclair Koteski, Agissé João Lourenço, Osvaldo Alves de Souza, Ruth Alda da Silva, Manoel Cruz e José Ivo Procópio. Líderes da mocidade Foram líderes da mocidade também, Gamaliel Bueno Galvão, João Lundgren, Jorge Krevoruska, Pedro F. Menezes, Raymundo Augusto da Silva, Jordão André Pesch, Airton Neubauer, Hermes J. Oliveira, Nivaldo Ramos, Floriano E. Pesch e Onofre J. Rosa. A MÚSICA E O LOUVOR Primeiro Hino O primeiro hino foi cantado pelo irmão Gunnar Vingren, fundador da Assembléia de Deus no Brasil, no salão de cultos localizado na Rua República Argentina. Ele cantou, acompanhado de seu violão, o hino 169 da Harpa Cristã. Primeiro Órgão Foi comprado por quinhentos mil réis, e a primeira organista foi a irmã Sofia Skolimovski, filha do Pastor Bruno Skolimovski. Primeiros instrumentos musicais da Banda Para a formação da primeira banda de música foram comprados 2 baixos em mi, 2 trompas, 1 bombardino, 2 pistões, 1 clarinete, 1 flautim e 1 trombone. Primeira Banda de Música Foi formada por um maestro reformado da Polícia Militar, Olímpio, que dirigiu-a por algum tempo, passando posteriormente para o irmão de sobrenome Amaral. Os primeiros componentes foram: Ladislau, Daniel, Joel Skolimovski, Didimo Eufer, Alfredo Reikdal, João Cunha, Pedro Simplício Filho, Silvio Simplicio, Ari Portugal, João Skolimovski, Salvador Batista, João Kromiek, Pedro Simplício, Lino Chaves de Lima. Esta banda participou da inauguração do primeiro salão de culto e do primeiro batismo em águas na cidade de Paranaguá. No ano de 1944, o irmão Simon Rune Lundgren assumiu a regência da banda, permanecendo por 11 anos à sua frente. Em 1948, por ocasião da inauguração do segundo templo da igreja em Curitiba, a banda já possuía 25 músicos. Em 1955 assumiu a regência da banda o irmão Antonio Alberto Ramos, que foi substituído posteriormente pelo irmão Rosewelt Arantes. Em 1962, assumiu o irmão Manoel Antonio Domingues. Orquestra A primeira orquestra foi formada em Curitiba no ano de 1934 e era composta pelos irmãos Pedro Felik, Lino Chaves de Lima, Daniel Skolimovski, Sofia Skolimovski (primeira organista da igreja), Alfredo Reikdal, Carlos Mazza, Pedro Simplício e Waldomiro Oliveira. Em 1942, esta orquestra tinha 18 músicos e 14 coristas, formando assim o primeiro coral e orquestra da igreja. Coral Fundado em 1932, teve como seu primeiro regente o irmão Antonio Cordeiro. Os primeiros componentes foram os membros das famílias Redead, Reikdal, Kromiek e Skolimovski. O primeiro hino cantado dizia: “Quando o novo dia raiar, qual será o gozo meu. Quando salvo por Jesus, eu estarei ali no céu”. Aproximadamente em 1956, quando pastoreava a igreja o Pastor Bruno Skolimovski, o coral era dirigido pelo irmão Aldir Ramos. De 1957 à 1958, o coral foi regido pelo irmão Alberto Ramos, irmão de Adir Ramos. Ainda em 1958, foram regentes do coral os irmãos Clóvis Gonçalves e Osmar Travassos. Em 1959, já no pastorado do Pastor Agenor Alves de Oliveira, o irmão Valdomiro Alves dirigiu o coral. Em 1959, a irmã Azenate Gonçalves fundou o Coral Feminino. Em 1962, quando assumiu à direção da igreja, o Pastor José Pimentel de Carvalho reorganizou o Coral Misto, que foi dirigido pelo irmão Antonio Alberto Ramos, que o regeu até 1969. Posteriormente, o irmão Rosevelt Arantes assumiu o Coral Misto. Depois foi dirigido pelo irmão Antonio Elizeu dos Passos (Dico) e pelo irmão João Pereira. Outros irmãos dirigiram este coral, foram eles: Natanael Amaral, Antonio Ramos, Azenate Gonçalves e Moisés Lemes da Silva. Conjunto Vocal “Canção e Paz” Foi fundado em 17 de agosto de 1974, e teve como diretor musical o irmão Antonio Alberto Ramos. Após quinze meses, o irmão Antonio assumiu a Casa de Recuperação de Drogados – “Desafio Jovem”, passando assim a direção ao irmão Natanael Macedo do Amaral. O CAIXA DE MISSÕES EM CURITIBA O “Caixa de Missões de Curitiba” nasceu na União de Mocidade da Assembléia de Deus em Curitiba – UMADC, por iniciativa do jovem Floriano Ernani Pesch no ano de 1973, quando coordenava a mocidade da Assembléia de Deus em Curitiba. Após reunião na Biblioteca Saron, surgiu esta iniciativa, com o objetivo de ajudar os futuros missionários. Inicialmente foram confeccionadas fichas de contribuição mensal. O resultado deste trabalho arrecadou recursos para ajudar os jovens Antonio Martins Árcega e Darli Meneses na preparação que estavam recendo no Instituto Bíblico das Assembléia de Deus – IBAD, na cidade de Pindamonhangaba/SP. Em 1973 a equipe da “Caixa de Missões de Curitiba” era composta pelos seguintes irmãos: Coordenador, Raymundo Augusto da Silva; Vice Coordenador, Airton Correia Batista; Secretários, Cacilda Pesch e Onofre Rosa; Tesoureiros, Arlindo Vieira da Silva e Raquel R. Lima; Colaboradores, Paulo Pimentel de Carvalho, Airton Martins e Cornélio L. Teixeira. Em 1972 a igreja enviou para a Bolívia o irmão Airton de Oliveira Santiago, como missionário. Em fevereiro de 1974, também segui para Oruru na Bolívia, o missionário Eduardo Inácio da Silva. Em Oruru, o missionário Eduardo casou-se com a irmã Marina no dia 20 de setembro de 1975. No início do ano de 1976, obedecendo uma orientação do Departamento de Missões, o missionário Eduardo transferiu residência para o Departamento Beni, na parte superior da Bacia Amazônica, onde evangelizou e estabeleceu igrejas nas cidades de San Ramon, Magdalena entre outras. Em 1978 transferiu-se para a cidade de Cochabamba, Bolívia. Em 1975, a responsabilidade pelo “Caixa de Missões”, passou para o irmão Claudemiro Martins Vieira. Por sugestão da diretoria do “Caixa de Missões”, foi realizada em agosto de 1978 a primeira semana missionária em Curitiba. No início de 1978 a igreja enviou o missionário Almir Ramos para a cidade de Posadas na Argentina. A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL EM CURITIBA Na cidade de Curitiba, a Escola Dominical nasceu em seguida à abertura do trabalho de Deus pelo Pastor Bruno Skolimovski. As primeiras lições foram ministradas pelo Pastor Bruno à sua própria família. Cerca de dez pessoas se reuniam no salão alugado na Rua Trajano Reis, no final de 1929 e início de 1930. Quando houve a mudança da igreja para a Avenida Silva Jardim, o número de alunos subiu para 30. No início da Escola Dominical existiam apenas duas turmas, uma infantil, e, uma para adultos. No pastorado do Pastor Simão Lundgren, serviram ao Senhor como Superintendentes os irmãos Ernesto Martins e Helmut Wagner. No pastorado do Pastor Delfino Brunelli e Daniel Beltrão, Raymundo Augusto da Silva foi Superintendente. No pastorado do Pastor Agenor de Oliveira, o irmão Durval Nascimento. COMEMORAÇÒES ESPECIAIS A Assembléia de Deus em Curitiba sempre comemorou as datas significativas, não somente as que dizem respeito à nossa denominação, como também as de interesse cívico-nacional e sociais. Jubileu de Prata Em 1954, um desfile com a presença da Banda de Música, celebrou o Jubileu de Prata das Assembléias de Deus no estado do Paraná. Aniversário da igreja Em 1969, foi comemorado o quadragésimo aniversário de fundação da igreja, com grandes concentrações, estudos bíblicos e programação especial, com diversos convidados especiais. Dia da Bíblia Foram realizadas diversas concentrações públicas, com leitura da Bíblia, apresentações especiais, jograis, cultos solenes em todas as igrejas e desfiles pelas ruas da cidade. No dia 12 de dezembro de 1971, mais de 5.000 pessoas desfilaram pelas ruas de Curitiba, tendo à frente a Banda de Música, para celebrar o Dia da Bíblia. Semana da Criança Um ponto marcante na história do ministério infantil em Curitiba, foi o desfile realizado com mais de 3.000 crianças, na Avenida Cândido de Abreu até o Palácio Iguaçu. Já no Palácio, um grande culto foi realizado, na direção do Pastor Íris Goulart Seixas. O Deputado Kielse Crisóstomo, representou o governador do estado na ocasião. Convenção Nacional Em 1964 a Assembléia de Deus em Curitiba recebeu a Convenção Nacional das Assembléias de Deus. ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS Em 1936, quando a igreja estava localizada na esquina da Rua Barão de Antonina com a Rua Mateus Leme, cerca de 27 obreiros se reuniram por ocasião de uma Convenção Estadual, realizando assim uma das primeiras escolas bíblicas no estado. Mas foi à partir de 1963, no pastorado do Pastor José Pimentel de Carvalho, que a Escola Bíblica de Obreiros estruturou-se. OBRAS SOCIAIS E EDUCACIONAIS No ano de 1964 a igreja de Curitiba iniciou um trabalho estruturado de ação social, formando três instituições: Instituto Betânia de Assistência Social, Creche Lar Escola Saron e Creche Escola Maternal “O Bom Pastor”. O Instituo Betânia de Assistência Social foi criado com a finalidade de prestar assistência ampla e irrestrita. O Lar Sião foi criado para atender os idosos, e, o Lar Gideão, para atender às crianças. Em 1972 o Instituto Betânia de Assistência Social formou um departamento específico de atendimento à crianças desamparadas, na cidade de São Mateus do Sul – o Lar Gideão, com capacidade para 30 meninos. Esta iniciativa teve apoio da “Diaconia Sociedade Civil de Ação Social” e Kindernothilfe da Alemanha. No dia 16 de julho de 1972 foi inaugurado o Lar Gideão, numa propriedade alugada. Teve apoio do Juiz de Menores daquela comarca, Dr. Edson, que na época era prefeito da cidade. Engenheiros da Petrobrás e comerciantes da cidade apoiaram significativamente este trabalho. Os irmão João Dilmar Rolim de Moura e sua esposa Aurenir, foram os responsáveis pela administração do Lar. As instalações do Lar Gideão recebeu como doação da família Kaminski, um terreno onde foi construída a Escola Kaminski, com quatro salas de aula. A prefeitura de São Mateus do Sul doou um terreno de 3.000 m², onde foi construído 922 m² de estrutura em alvenaria, para abrigar 60 internos. O Instituto Betânia, em convênio com a Diaconia Sociedade Civil de Ação Social, desenvolveu um grande trabalho comunitário quando integrou-se no programa desenvolvido pela Diaconia, sob a coordenação do senhor Hans Foget, em Porto Alegre/RS, e supervisão regional do senhor Jaime Barbosa, na Diaconia Região 23, e, coordenação de embarque de José de Paula, membro da igreja em Curitiba. De 1967 à 1974 foram estabelecidos 94 núcleos, com uma distribuição de aproximadamente 30.000 toneladas de alimentos, além de calçados, medicamentos, sementes e roupas. Em 1972, quando a Diaconia desenvolveu o programa de Kindernothilfe – Alemanha, em apoio à criança desamparada, a Assembléia de Deus em Curitiba integrou-se novamente a esta tarefa, e, construiu através deste convênio a Creche Lar Escola Saron, um semi-internato para dar cobertura às famílias pobres da cidade. As obras sociais desta época estavam sob a responsabilidade do Pastor Íris, que tinha como secretário executivo o Presbítero José de Paula. O convênio para a construção do Lar Saron foi firmado em 9 de março de 1975. Ocupava uma área de alvenaria de 862 m² e um grande terreno. Foi construído na Rua Estanislau Strzebiatowski, 6, no bairro Boqueirão. Atendia 150 crianças aproximadamente. Posteriormente foi ampliado para 1.126 m², divididos em 13 salas de aula e uma capela de 7mx15m. Em 1974 a igreja ampliou sua atuação assistencial. Comprou por 180.000,00 cruzeiros uma propriedade situada à Rua Estevan Ribeiro de Souza Neto, 25 – bairro Cajuru – um terreno de 1.848m² e um prédio de madeira de 420m², onde assumiu a responsabilidade da Creche e Escola Maternal “O Bom Pastor”. Cerca de 120 crianças eram mantidas em regime de semi-internato. Isto foi possível pelo convênio estabelecido entre a igreja com a Diaconia e a Kindernothilfe. Em 1977 assumiu a coordenação das obras sociais da igreja o Presbítero Ozório de Freitas. FESTA DO JUBILEU DE OURO De 28 de outubro à 4 de novembro de 1979 foi celebrado o Jubileu de Ouro da Assembléia de Deus no estado do Paraná, no Palácio de Cristal, no Círculo Militar do Paraná. No último dia da festividade, cerca de 10.000 pessoas se fizeram presentes. Uma grande banda foi formada, com mais de 140 músicos, sob a regência do Presbítero Manoel Antônio Domingues. Um grande coral, formado por 700 integrantes foi regido pelo maestro Moisés Lemos da Silva. Um grande coral do Círculo de Oração também foi formado, sob a regência do irmão Josias Gonçalves. O irmão Natanael do Amaral ficou responsável pelo Vocal da Mocidade. O Pastor Túlio Barros Ferreira, da Assembléia de Deus em São Cristóvão, Rio de Janeiro, que na época exercia a presidência da Junta Executiva da Convenção Nacional das Assembléias de Deus no Brasil, foi o preletor doprimeiro dia do evento. Ele abordou sobre a história da igreja através dos tempos, sua natureza e sua ação. Falou também sobre os desígnios de Deus revelados na igreja através dos séculos. Na segunda-feira, o Pastor Ivo Luiz de Souza, então presidente da Assembléia de Deus em Londrina, Paraná, ministrou sobre o tema: “Qual o verdadeiro caminho”? Na terça-feira, o Pastor João Lundgren ministrou sobre o tema: “Tempo de espera da volta de Cristo”, enfatizando o fato de que cada cristão deve ter cuidado com a vida espiritual. Na quarta-feira ministrou o Pastor Mauro Serafim, da Igreja Batista do Cajuru. Falou sobre “O homem que Deus usa”. Na quinta-feira, ministrou a palavra de Deus o Pastor Marinésio Soares, da Assembléia de Deus de Campinas/SP. Advertiu os ouvintes de que Deus está dando oportunidade ao homem nesta dispensação para um reencontro com Ele. Na sexta-feira, o Pastor Satiro Loureiro pregou sobre “O Pentecostes”. No sábado, o pregador foi o Pastor Alfredo Reikdal. Falou sobre “Os benefícios de Deus”. No domingo, último dia das comemorações, o ministrante foi o Missionário Lawrense Olson, diretor e pregador do tradicional programa “Voz das Assembléias de Deus”, do Rio de Janeiro. Ministrou sobre o tema: “Muitos morreram por causa de suposições”. Participaram deste evento o Pastor Eurico Bergstein, representante da Casa Publicadora das Assembléias de Deus, Antonieto Grangeiro Sobrinho, da Assembléia de Deus do Belém, Pastor Eliel, da Assembléia de Deus de Santo André, Pastor Aristóteles T. Alencar, da Assembléia de Deus de São José do Rio Preto e o Pastor Agenor Alves de Oliveira, da Assembléia de Deus de Cruzeiro.
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